Governo pretende autorizar novo saque emergencial do FGTS


Com o fim do auxílio emergencial, e por causa da pressão para encontrar substitutivos, o Ministério da Economia tem buscado formas para estimular a economia sem aumentar os gastos públicos. Uma das alternativas é a liberação de mais uma rodada do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Anunciado logo no início da pandemia, o saque emergencial do FGTS autorizou que 51,5 milhões de brasileiros resgatassem até R$ 1.045 (um salário mínimo em 2020) das contas ativas e inativas do fundo. Mas, nem todos aderiram à medida.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, banco que faz o pagamento do dinheiro, 19,4 milhões de trabalhadores que tinham direito ao saque preferiram não fazer a retirada. Por esse motivo, R$ 12,3 bilhões dos R$ 36,5 bilhões liberados voltaram para a conta do FGTS no início deste ano quando acabou o prazo para fazer o saque.

Entretanto, o governo avalia liberar novamente o saque desse recurso principalmente como uma forma de injetar dinheiro na economia sem aumentar o endividamento, nem o rompimento do teto de gastos, da mesma forma que acontecerá com a antecipação do abono salarial e do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS.

Valor menor

Alguns trabalhadores já vem inclusive solicitando a liberação de um novo saque emergencial do FGTS. Contudo, o pagamento pode ser liberado em valor menor do que o esperado, não em um salário mínimo como aconteceu no ano passado.

Isso porque, de acordo com o diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, o FGTS vem passando por dificuldades causadas pelo aumento do desemprego e dos contratos PJ que têm reduzido a mão de obra assalariada no país e também as contribuições ao fundo.

“É compreensível que os trabalhadores demandem um recurso extra neste momento de pandemia, mas é necessário lembrar que os saques reduzem a disponibilidade para ocasiões como a demissão sem justa causa e também o lucro que vem sendo distribuído anualmente entre os cotistas do FGTS “, disse o diretor.

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